A Verdadeira Anti-Maçonaria

    À G.·. D.·. G.·. A.·. D.·. U.·.

     

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    A Verdadeira Anti-Maçonaria (a interna)

     

    Estamos hoje no ano de 2008, em pleno século XXI, e não podemos deixar de perceber quanto os avanços tecnológicos tem direcionado nossa sociedade atual, para uma mudança significativa em seu estilo e em seus padrões de vida.

    Nos dias de hoje, com os adventos da Internet, Tecnologia da Informação, Celulares, Conexão via Cabo e via Fibra Ótica, os Satélites, entre tantas outras coisas do cotidiano moderno, que nos separam da naturalidade da vida simples, porém repleta de valores sociais e familiares reais, temos percebido que a juventude em geral, não tem mais fortes ligações ou interesses por figuras de suma importância na construção histórica de uma humanidade sólida e concisa, tais como, as antigas artes, as grandes obras literárias, as grandes conquistas e os grandes personagens históricos, os mistérios das sociedades iniciáticas e das iniciações, as sociedades como nossa sublime instituição, a Maçonaria Universal.

    Como não bastasse estarmos sendo deixados de lado, trocados por um materialismo que fez com que ficasse “fora de moda” professar alguns dos mais importantes e necessários valores sociais, como: Moral, Liberdade, Verdade, Justiça, Lealdade, Fraternidade, Amor, Fidelidade, Retidão, entre tantos outros. Ainda seguimos nossas reuniões em Loja, dividindo nossos templos de estudos, trabalhos e evolução, com algumas pessoas que, nem sequer carregam dentro de seu coração, os mais basilares preceitos necessários para a admissão de um “profano” em nossa sublime instituição.

    É isso mesmo, temos presenciado nas últimas décadas, um grande número de acontecimentos, que tem manchado parte da maravilhosa imagem, que o trabalho da maioria gerou mundo afora através dos tempos, no coração de todos aqueles que possuem qualquer tipo de ligação com nossa ordem.

    Mas de onde são provenientes, e como se mantêm vivos, estes sentimentos dentro de nossos templos?

    Podemos supor que, uma vez não existindo o interesse de participação na Ordem, daqueles que poderiam ser o “novo sangue”, a trazer novos projetos para a Maçonaria Universal, e que desta forma, não os introduzindo em nossas “artérias”, e ainda, por continuarmos mantendo dentro de nossas Lojas, figuras que, tendo como único interesse, o lucro pessoal e o crescimento material, proporcionado por uma “rede de negócios”, que é estabelecida pelo tempo de permanência e pelo convívio no meio dos Irmãos de Ordem, estamos realmente, caminhando para uma definitiva dissolução, desta que é, a mais importante estrutura de construção familiar, moral, social e até mesmo, política, já encontrada em toda a história da existência humana inteligente na terra.

    Para evitarmos que isso aconteça, é necessário que tomemos imediatamente uma atitude de reestruturação, que deverá ter duas frentes básicas de atuação, quer sejam:

    - Primeiro: Renovação dos quadros de nossas Lojas, que deve ser efetivada através da introdução de Indivíduos Livres e de Bons costumes, que tenham interesse em receber e propagar os conhecimentos dos Antigos Mistérios Iniciáticos, e que ao mesmo tempo, tenham em seus ideais, projetos de transformação Político e Social, que contribuam para o avanço de nossa sociedade atual.

    - Segundo: Detecção, para uma posterior exclusão do meio maçônico, de todo aquele que, sabendo o funcionamento de nossas antigas obrigações, de nossas constituições maçônicas e dos nossos estatutos, insista em se manter presente, apenas para utilizar-se do beneplácito de “ser maçom”. Além de um direcionamento controlado dos projetos sociais de nossas Lojas, verificando se estas Lojas realmente tem um “motivo justo” para que se componha sua fundação e se dê continuidade em seus trabalhos.

    Depende exclusivamente de nós, que a Maçonaria tome este rumo, para que, uma vez reestruturada internamente, comece novamente a atuar junto a todas as decisões importantes tomadas pelos governantes em prol da maioria dos povos.

    “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” – Vamos colocar em prática os princípios pelos quais grandes homens, antes de nós, deram suas vidas, para garantir através deste feito, a perpetuação do mais sincero trabalho Maçônico através dos séculos. Trabalho este, que não deixaremos que se perca por “culpa” deste século de modernidades e mudança de valores em que nos encontramos.

    Tr.·. Fr.·. Abr.·. com toda Luz e toda Gl.·. do Gr.·. Arq.·. D.·. Univ.·. à todos os defensores da Sublime Arte Real.

    Salus, Sapientia, Stabilita,

    Or.·. de São Paulo, 15 de Junho de 2008 da E.·. V.·.

    Júlio César da Silva - M.·.I.·. – M.R.A. – S.C.T.

     

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