A Grande Loja Brasileira - A História

    “A Grande Loja Brasileira, fundada em 18 de Maio de 1945, sob a liderança de Álvaro Palmeira e Octaviano Bastos, é uma instituição maçônica simbólica, autônoma, regular, legal e legítima, que responde pelo fiel cumprimento de sua constituição (...)”

    Fonte: Versão antiga da Constituição da Grande Loja Brasileira

    A História da Grande Loja Brasileira é uma história gloriosa e cheia de tradição, sempre tendo trabalhado sob uma visão focada em disseminar a união e o respeito à vida Maçônica de todos os Irmãos espalhados pelo universo, lutando arduamente em defesa das antigas obrigações e os antigos costumes da Maçonaria Universal.

    Em sua essência, a Maçonaria em geral (e salientamos aqui à Grande Loja Brasileira) sempre buscou proteger ao longo de sua História alguns dos maiores tesouros culturais e espirituais da humanidade, tais como as tradições das corporações de pedreiros e construtores e as Ordens de Cavaleiros da Idade Média, os antigos ritos e mitos de mistérios das antigas e importantes civilizações, como à Grega e a Romana, os elementos e símbolos trazidos, estudados e ensinados ao homem buscador, colecionados pelas mais antigas sociedades de sábios e estudiosos, como a Gnose, o Hermetismo, a Alquimia e a Cabala. Atualmente, no contesto em que estamos inseridos no mundo dito “moderno”, nossa Sublime Instituição continua tendo os mesmos propósitos que possuía à séculos, porém, tendo maior responsabilidade, por transmitir ainda toda uma carga de novos conhecimentos, aperfeiçoamento e descobertas, feitas durante todo o período de sua existência, sendo talvez a maior possuidora de ensinamentos e conhecimentos a respeito de todas as áreas humanas, por ser uma ordem que tem um caráter de livre investigadora da verdade.

    No Brasil, a história da Maçonaria sempre esteve ligada a diversas outras instituições políticas, sociais e culturais, estando intimamente ligada à arquitetura de movimentos importantíssimos, tal como o que culminou na Independência do Brasil, ou o que levou ao fim da Escravidão no país, citando estes entre tantos outros feitos históricos nos quais a Instituição Maçônica participou com forte influência através da participação direta de seus membros.

    Embora, na história de nosso país a instituição Maçonaria sempre tenha sido tão diretamente ligada aos fatos importantes e significativos que ajudaram o Brasil a se tornar, ano após ano, década após década, um país melhor que demonstrava um maior respeito por seus habitantes, internamente, os interesses pessoais e políticos acabaram, dia à dia, por culminar em divisões e cisões que geraram as diversas estruturas administrativas que existem até hoje, ao que maçonicamente denominamos Potências (ou Obediências) Maçônicas.

    No Brasil, a pujança maçônica desponta desde antes da Proclamação da Independência. Até o início do Século XX, as Lojas Maçônicas Nacionais eram federadas ao Grande Oriente do Brasil. No entanto, no ano de 1927, por divergências internas, ocorreu a primeira grande cisão na Maçonaria Nacional, com o desligamento de diversas Lojas e a criação da Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB).

    Após doze anos de existência, um acordo foi firmado permitindo a pacificação e o retorno das Lojas do Grande Oriente do Paraná à subordinação do Grande Oriente do Brasil.

    Entretanto, uma nova cisão vem a surgir e, em 1944, é fundada a Grande Loja do Paraná como Potência Independente, que até os dias de hoje congrega elevado número de oficinas no Estado e mantém amistosas relações com o Grande Oriente do Paraná e o Grande Oriente do Brasil.

    No entanto, a cisão foi parcial, pois as Lojas principais do Estado prosseguiram na obediência ao Grande Oriente do Brasil até a data de 2 de fevereiro de 1952, quando os Irmãos Romildo Pessoa de Mello, Theodorico Ferreira Martins e Couto Pereira fundaram um Grande Oriente Estadual, promovendo assim uma nova subdivisão.

    Mas a Maçonaria Nacional seguia conturbada com diversos acontecimentos sociais, políticos e até mesmo internos, como a morte de Joaquim Moreira Sampaio, Soberano Grande Comendador do supremo conselho do REAA (Behring) aos 13 de fevereiro de 1945, entre tantos outros acontecimentos fatídicos deste ano, foi então que os Irmãos Álvaro Palmeira e Octaviano Bastos, juntamente com 03 Lojas Maçônicas (ARLS Harmonia, ARLS Lealdade e ARLS União e Constância), fundaram a Grande Loja Brasileira.

    Em novembro de 1947, após a reeleição de Álvaro de Figueiredo ao Supremo Conselho do REAA (Behring), as Lojas que compunham a Grande Loja Brasileira mais uma vez foram absorvidas pelo Grande Oriente do Brasil fazendo assim com que esta Obediência ficasse adormecida até agosto de 1977, quando então sobre à direção do Irmão José Benedito Bonfim, reuniram-se quatro Lojas maçônicas para reativar a Grande Loja Brasileira, que neste mesmo ano, registrou-se como Pessoa Jurídica de Direito Privado passando a responder também legalmente às leis democráticas de nosso país.

    Hoje, dia 23 de Agosto de 2010, dia em que a Grande Loja Brasileira – G.·.L.·.B.·. completa seu aniversário de 33 anos (não de existência, pois a história da Grande Loja Brasileira se confunde com a própria história da Maçonaria do Brasil, e sim de registros documentais), temos o prazer, satisfação, responsabilidade e incumbência de dirigir e administrar esta que, sem sombra de dúvidas, sempre sustentará a bandeira da re-união da Maçonaria Nacional, respeitando todos os Irmãos Maçons oriundos de todas as potências Maçônicas e todo o povo de todos os recantos de nosso país.

    Esta é um pouco da história da Grande Loja Brasileira, apenas um pouco pois nossa história completa tem sido escrita diariamente, dentro de nossas Lojas, dentro das instituições sociais mantidas por nossos membros, dentro dos lares e corações de todos os bons homens, bons profissionais, enfim, de todos os bons Maçons que fazem parte desta estrutura chama Grande Loja Brasileira - G.·.L.·.B.·. – Maçonaria Regular do Brasil.

    Obrigado à todos aqueles que colaboraram e continuam colaborando, dia após dia, para que esta história seja escrita da melhor e mais bela maneira possível, permitindo que Verdadeiros Maçons ajudem a fazer do nosso país um lugar melhor.

    Muita luz do Gr.·. Arq.·. D.·. Univ.·.

    S.·. S.·. S.·.

    Tr.·. Fr.·. Abr.·.

    Júlio César da Silva – Grão-Mestre Geral da Grande Loja Brasileira - G.·. L.·. B.·.
    Or.·. de São Paulo, 23 de agosto de 2010 da E.·.V.·.

     

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